Asturias: Merdas da Ana

Olá mundo! Normalmente aproveito os feriados de Madrid e vou de férias uma semana em Maio. Este throwbackzinho é para vos contar as voltinhas que dei pelas Asturias este ano.

Como o eu e o Dani sempre fomos um caos para organizar coisas, lemos dois ou três blogs e arrancamos para Gijón (que era a única coisa planeada: o Hotel).

tem tudo para dar merda - Asturias - Mapa

Dia 1: Gijón | Dia 2: Llanes, Ribadesella, Lastres | Dia 3: Cangás de Onis, Covadonga | Dia 4: Cudillero, Avilés | Dia 5: Oviedo | Dia 6: Jardim Botânico e Merendero

sab/dom Gijón: chegar, comer, abarrotar e visitar.

Como chegamos já bastante tarde, só deixamos as merdas no hotel e fomos procurar sitio para jantar. Sábado à noite, todo o povo na rua, impossível de encontrar sitio! Lá encontramos um restaurante todo fofo no google e seguimos indicações. Pedimos à senhora do restaurante recomendações e, para nosso espanto, disse que com uma dose de croquetas e uma carne que era receita da avó do chefe estávamos servidos. Achamos estranho, mas tudo ok! Ufff… chegava… se chegava! Morremos com a quantidade de comida que nos serviram! Depois de ir beber um copo ao bar à frente, fomos dormir. 5 da manhã tá a Ana a vomitar porque o meu estômago, habituado a ser fit, levava já uma semana em Londres, fim de semana da páscoa no porto e agora esta bomba.

praias asturias

Bela de uma manhã em Gijón e vimos que partes importantes da cidade podem-se ver perfeitamente durante um dia – nós dedicamos uma manhã a dar voltinhas pelo centro e à tarde estivemos na borracheira.

Assim em geral: O parque del del cerro de Santa Catarina tem umas vistas incríveis tanto para o mar como para a cidade. Aqui podem encontrar o monumento de “Elogio ao horizonte” que, quando te pões no meio, ouves perfeitamente o som do mar. O centro da cidade é super giro. Tem umas quantas praças (clássica plaza mayor) e monumentos históricos que vale a pena visitar.

Como o sitio onde vamos almoçar era para o lado da praia de San Lorenzo, aproveitamos para fazer o passeio marítimo. Tava um vento mesmo de merda, mas certamente no verão é um bom spot para apanhar sol – já a agua não deve ser muito melhor que a do Porto.

Bem, almoçados e depois da sesta, fomos fazer o que os locais fazem ao Domingo à tarde (e começo a achar, sempre) – beber sidra! Ora, a sidra tem muito que se lhe diga. Para começar não é uma summersby: tem toda uma técnica. Primeiro só te dão um copo com a garrafa de 75cl, tens que partilhar o mesmo com todo o povo. Depois para servir, tens que te levantar, por o copo à altura da cintura, levantar a garrafa por cima da cabeça e rezar para que não te javardes todo. para ser mais fácil de entender, assim:

Contas feitas, bebemos umas dez garrafas de sidra e ainda tive a sorte de encontrar por acaso a Catarina (uma amiga do tem tudo) na fila do bar. Terminamos a noite com uma sande de presunto e umas super bocks para celebrar que o partido de extrema direita espanhol não conseguiu grandes resultados nas eleições.

tem tudo para dar merda - asturias

Dia 2: Llanes, Ribadesella e Lastres.

A ressaca foi super leve e pegamos no carro e fomos para Lastres. Chegamos mais ou menos à hora de almoço e uma vez mais comemos que nos fartamos. A terrinha é engraçada, com o centro histórico, altos palacios e um porto. Tem praia também bastante engraçadinha, maaaaas, estava alto vento na mesma.

Seguimos viagem para Ribadesella. A julgar pelos pontos turisticos, acho que aqui é bom sitio para fazer desporto aquático, mas como não preparamos nada, fomos só tomar um cafezinho.

A próxima paragem foi Llanes, já ao fim da tarde. A aldeiazinha cheia de subidas mas igualmente muito engraçada. O ponto mais turistico é a torre do relógio.

Dia 3: Perdidos no meio das vacas e os Lagos de Covadonga

No dia em que supostamente queriamos ter madrugado para fazer uma caminhada pelos lagos, adormecemos! Tomamos o pequeno almoço a correr, pusemos roupa desportiva e ligamos o google maps direcção aos Lagos de Covadonga.

Erro numero 1 – seguir o google maps:

Íamos todos contentes a seguir o GPS até que chegamos a uma parte de montanha, sem rails, e numa estrada de espiche. Não é que o caralho do google nos manda por uma rua que mal cabe uma vaca? Lá demos a volta e fomos para trás à procura da estrada principal.

Erro numero 2 – não nos informarmos de como subir aos lagos:

Chegamos a Cangás de Onís e a estrada estava cortada. Era preciso comprar bilhete de autocarro para subir até aos lagos. Bilhete este que podiamos comprar no stand da Alsa, mas não tinhamos dinheiro. Acabamos por conseguir comprar online (+1,50€ do normal). Mas ainda bem que não se podia subir de carro, porque acho que nunca tive tanto medo de que o autocarro caísse e acabar tipo picadinho.

Peripécias do caminho à parte… Os lagos são impressionantes! Tivemos outra vez imensa sorte com o bom tempo. Era então hora de fazer o caminho à volta dos lagos. O caminho curto são XXXXXXXX Km e o grande XXXXXXX km. Decidimos fazer o grande.

Erro numero 3 – não seguir o caminho: 

Como já estavamos à espera, perdemos-nos e acabamos por subir uma mini montanha sem ter necessidade nenhuma. Mas sim, todo o caminho foi super giro, tudo muito verde, não haviam pessoas e um cheirinho a merda de vaca delicioso!

Voltamos à terrinha onde tinhamos deixado o carro e fomos visitar as igrejas que haviam. Uma literamente no meio da montanha e outra no topo.

Dia 4: O oeste

A primeira paragem do dia foi em Cudillero. Uma aldeiazinha de pescadores em que todas as casas estavam construídas na encosta da montanha. Subir até ao topo da aldeia é totalmente recomendado, apesar de ser duro, tem umas vistas super giras. À medida que fui subindo e ia vendo as senhoras a cozinhar ou a passar pela rua, e comecei a pensar no divertido que tem que ser subir todos os dias com bolsas de compras ou então fazer uma mudança – deve ser engraçado ter que levar um sofá lá para cima. Aqui não é preciso ginásios e a operação bikini está todo o ano. Depois de tirar umas fotos lá em cima, já não tínhamos nada que fazer, descemos para ir comer.

Seguimos viagem para Avilés. Uma cidade também engraçadinha, mas como era feriado não havia grande coisa para fazer. A rua central tem edificios bonitos e fomos dar uma volta ao Centro Niemeyer. A parte de fora era enorme – milhões de canalha a brincar. Subimos à torre com escadas em espiral, para chegar lá acima e estar fechado – nem para ver as vistas serviu. As exposições não nos chamaram nada a atenção.

Dia 5: Oviedo

Oviedo é a capital da comunidade das asturias e por isso está tudo muito cuidado, edifícios bonitos e animaizinhos nos parques.

Dia 6: Jardim botânico e Merenderos

Já estávamos super fartos de andar de carro, então decidimos que não íamos conduzir… Tivemos que trocar de planos porque já tínhamos visto as partes mais interessantes do centro. Fomos até ao Jardim Botânico. Estávamos à espera que fosse algo mesmo light só para dar um passeio, mas quando chegamos vimos que era E-N-O-R-M-E. Acabamos por estar umas 3 horas e fazer a rota de uns quantos km. O jardim está dividido em quatro zonas e ao final há também um labirinto (do qual não saímos).

Já à hora de almoço, seguimos o conselho de uma amiga local e fomos comer a um Merendero. O conceito pareceu-me super giro: básicamente é como se fosses fazer um pic-nic, mas no restaurante. O jardim lá do sitio estava cheio de mesas destas tipícas de parque e quando ias pedir, davam-te a bandeijinha e uma toalha de pic-nic para por na mesa. Comemos (outra vez) que nos fartamos.

Sesta feita, foi tempo de ir arrumando as coisas para voltar a Madrid.

 

Em resumo, uma viagem com muito verde, demasiada comida (e não comemos nem fabada nem cachopo) e muitas horas no carro. Em geral todo o mundo super simpatico! Definitivamente recomendo visitar no verão para aproveitar um pouco as praias que tem.

Outras merdas minhas, aqui.

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